Riscos e benefícios da influência da luz ambiente LED no corpo humano. Fique de olho!👀

Sabia que a temperatura de cor do ambiente influencia diretamente sobre o funcionamento do corpo humano? Tanto pode aumentar a produtividade nos ambientes de trabalho quanto proporcionar maior sensação de descanso. Algumas dúvidas tem inquietado os consumidores da iluminação LED sobre possíveis riscos à saúde, se existem ou não. Tudo depende da temperatura de cor da luz ambiente estar ajustada com os momentos do nosso relógio biológico. Dá uma olhadinha!

O IMPACTO TEMPERATURA DE COR DA LUZ NA FISIOLOGIA HUMANA

O IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) divulgou o artigo Spectral Optimization of Three-Primary LEDs by Considering the Circadian Action Factor sobre a otimização de LEDs brancos com base RGB (Red, Blue, Green), com o ajuste das quantidades de luz vermelha, verde e azul para conseguir a branca.

O objetivo reproduzir várias temperaturas de cor (CCT – Correlated Color Temperature) com o mesmo LED. É poder “temperar” a cor da luz resultante nos tons de branco de quente a frio o mais próximo possível da luz natural em diferentes períodos do dia e, com isso, acrescentar ou retirar a quantidade de luz azul da composição da luz branca.

Essa preocupação se deve as mais recentes descobertas sobre o impacto da luz ambiente sobre os humanos: os efeitos biológicos não visuais que influenciam diretamente o comportamento físico, psicológico e fisiológico humano.

Estudos e experimentos comprovam que na retina do olho dos mamíferos existem células fotorreceptoras, as Células Ganglionares Fotorreceptoras da Retina (PRGC – sigla em inglês), as quais não estão relacionadas com a visão, mas sim com a detecção da intensidade da luz ambiente atuando na regulagem do tamanho da pupila, resposta do olho e, principalmente, pela regulação do ritmo cardíaco (nosso relógio biológico baseado no período de 24 horas correspondente ao ciclo noite-dia), produção de hormônios como cortisol, melatonina entre outros e pela liberação da melatonina pela glândula pineal que fica no centro do cérebro.

A melatonina é o hormônio responsável pela regulação química do ciclo “dormindo-acordado”. Sua liberação no sangue humano aumenta antes da meia-noite e atinge os maiores níveis durante a noite e é completamente dependente do espetro de luz recebido.

As Células Ganglionares Fotorreceptoras da Retina são extremamente sensíveis particularmente a região espectral entre 460 nm e 480 nm que corresponde a luz AZUL. Quando essas células são excitadas, induzem o processo de supressão do hormônio na corrente sanguínea, ou seja, diminuição da quantidade antes liberada pela glândula pineal. Partindo daí, é possível, através do CONTROLE da quantidade de luz azul, controlar o ciclo “dormindo-acordado” de maneira muito eficiente!

Controlando a quantidade de luz azul no espectro, controla-se o ritmo cardíaco. Diminuindo a porção de luz azul, o corpo entra em estado de sonolência: o ritmo cardíaco diminui com a liberação da melatonina na corrente sanguínea. Por consequência, aumentando sua quantidade a resposta é o estado de alerta com a retirada do hormônio da circulação sanguínea. Dessa forma a iluminação do ambiente pode ser usada em benefício da saúde e bem estar humano potencializando o nível de atenção e de descanso.

Um experimento realizado pelo Departamento de Medicina Respiratória do Hospital Whittington em Londres em conjunto com a Philips da Holanda em 2007 (leia o artigo) expôs dois grupos de pessoas de uma companhia a iluminações diferentes, um a 2900K e outro a 17000K – casos extremos para destacar os resultados, durante 3 meses. Constatou-se que temperaturas de cor correlata (CCT) altas, cuja porcentagem de luz azul no seu espectro é bem maior são altamente eficientes para aumentar o estado de alerta, vigilância psicomotora, concentração, melhora o humor, a qualidade do sono, alivia o estress, reduz a sonolência e promove bem estar. Tanto isso tudo faz sentido que se recomenda às corporações estimularem os colaboradores a exposição à luz solar no período de trabalho para o aumento da produtividade.

A conclusão do experimento foi que realmente houve aumento significativo da produtividade e bem estar dos colaboradores quando submetidos à alta temperatura de cor correlata.A partir desses resultados podemos concluir que se o objetivo é criar um ambiente de aconchego, relaxamento e descanso podemos com base em experimentação científica aplicar as temperaturas de cor mais baixas como 2.700~3.200K. Se a intenção é aumentar o nível de alerta do público, então aumentamos a temperatura de cor do ambiente isso sempre aproximando ao máximo da cor dos períodos de iluminação solar do dia: iluminação de meio-dia para alerta máximo e de pôr do sol para descanso. Perceba na figura a seguir como a temperatura de cor da luz solar varia no decorrer do dia.

 

 

 RISCOS DA EXPOSIÇÃO EXCESSIVA À LUZ AZUL

Temperar a luz ambiente não é apenas capricho dos engenheiros, é questão de saúde do consumidor! Trata-se de respeitar o ciclo “dormindo-acordado” do relógio biológico humano adaptando a luz artificial do ambiente ao ciclo. O relógio biológico interno é determinado pelo DNA, sincronizado com o ambiente externo e ajustado por estímulos externos: variação da temperatura de cor da luz ambiente, intensidade da luz e temperatura do ambiente durante o ciclo de 24 horas.

Sendo assim, a supressão da melatonina e de outros hormônios da corrente sanguínea é benéfica somente durante o dia para manter os níveis de alerta. Após o pôr-do-sol, no entanto, sua liberação é necessária para ativação do estado de descanso e para manter o relógio biológico ajustado. Logo, os baixos níveis desses hormônios no período de descanso do ciclo “dormindo-acordado” podem ter como consequência a descompensação fisiológica, comportamental e psicológica do indivíduo. Luz azul em excesso no sistema óptico humano fora do período correto do seu relógio interno se torna em malefício.

O potencial malefício ou desvantagem da lâmpada LED não está em queimar a pele ou emitir raios UV até porque o LED não contém porções de radiação ultravioleta ou infravermelha na composição da luz (veja o esquema do LED luz branca). O LED luz branca disponível no mercado tem por princípio de funcionamento, um chip que produz apenas luz azul e, logo acima, há uma camada de fósforo amarelo. A somatória da luz amarela do fósforo com a azul resulta na branca e suas tonalidades. Logo, a possibilidade de manchas ou câncer de pele são efeitos colaterais descartados.

O problema está no EXCESSO da quantidade e do tempo de exposição à luz azul que, segundo pesquisas do Intituto de Medicina de Harvard (leia o artigo), pode causar DESCONTROLE do relógio biológico do indivíduo atacando frontalmente o funcionamento da compensação hormonal do indivíduo, a qual é extremamente importante para a saúde e bem estar, contribuindo assim para a causa do câncer, diabetes, doenças cardíacas e obesidade. O excesso é entendido como exposição ao espectro azul fora das condições naturais ambientais externas em grande intensidade, fora das porções dosadas na luz natural. Isso é tão importante que o próprio IEEE se preocupou a ponto de projetar um LED com base RGB que permita maior precisão de controle da quantidade de luz azul de acordo com os períodos do dia!

Esses problemas são evitados justamente na camada de fósforo. Quanto menos luz azul conseguir escapar para o ambiente, melhor. Quanto melhor a composição química, quanto mais uniforme for a distribuição da camada depositada acima do chip em espessura e densidade, os “buracos” por onde a luz azul pode escapar serão bem menores tanto em número quanto em tamanho. Todas essas qualidades resultam num equipamento com o preço mais alto do que o consumidor geralmente está disposto a pagar devido a tecnologia e material empregados e, por isso, recorre aos similares mais em conta. Isso se deve ao fato do consumidor não enxergar imediatamente os danos que pode causar por desconhecimento dessas informações ou puramente por desinteresse.

Exatamente por esse motivo que alertei  no artigo 4 Simples Alterações numa lâmpada LED que fazem uma Diferença Enorme na qualidade”  para certos artifícios adotados por muitos fabricantes para baratear o valor do produto final. Economizam em componentes que além de eficiência do produto, garantem a segurança e integridade do usuário e, substituindo-os, comprometem tanto um quanto o outro. Nenhum serviço de engenharia, baseado em estudos, experimentos, que passa por normatização, pode ser substituído por um paliativo que aparentemente faz a mesma coisa. O resultado é sempre catastrófico: põe em risco a integridade do consumidor e joga o investimento na lata do lixo.

Gostou? Deixe seu comentário!

Ficou curioso ou com dúvida? Deixe sua pergunta e terei satisfação em responder! Envie e-mail para mayrah@febralux.com.br.

Faça sua sugestão de artigo. ; )

Um grande abraço!

Mayrah F. Moraes

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *